terça-feira, 18 de agosto de 2026
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Postado emVida e Saúde

SUS pode oferecer remédio injetável contra HIV ainda em 2025

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SUS pode oferecer remédio injetável contra HIV ainda em 2025
SUS pode oferecer remédio injetável contra HIV ainda em 2025

O Sistema Único de Saúde (SUS) pode começar a oferecer ainda este ano uma nova forma de profilaxia pré-exposição (PreP) injetável para prevenção do HIV. O medicamento cabotegravir, aplicado a cada dois meses, impede a replicação do vírus de forma prolongada.

O pedido de inclusão será encaminhado pelo Ministério da Saúde à Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias no SUS (Conitec) na próxima semana. A Conitec avaliará o custo-benefício antes de recomendar ou não a incorporação, cabendo ao Ministério a decisão final.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo negocia com a farmacêutica GSK o custo final e a quantidade de doses. “Nós vemos com muita esperança as novas tecnologias de proteção prolongada, mas exigimos que elas sejam oferecidas com preços adequados”, declarou em coletiva antes da 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro.

Outro medicamento, o lenacapavir, que protege por seis meses, foi descartado por preço inviável. “Mesmo o Brasil se dispondo a pagar até 10 vezes o valor oferecido a países como Indonésia e Tailândia, a indústria disse que não pode oferecer para o sistema público. Não vamos drenar o recurso dos impostos dos cidadãos pelo interesse de lucro de uma empresa”, disse Padilha.

O Brasil ficou de fora do acordo de licenciamento voluntário da Gilead para o lenacapavir, que autorizou genéricos em 120 países. A medida foi criticada pelo Unaids, que defende ampliação do acesso. A Gilead afirmou que busca caminhos sustentáveis para o Brasil e assinou memorando com a Fiocruz para possível transferência de tecnologia.

Atualmente, o SUS oferece a PreP oral, em comprimidos diários, já acessada por mais de 350 mil pessoas. A versão injetável melhora a adesão: estudo da Fiocruz com 1,4 mil pessoas mostrou que 83% preferiram a injeção e 94% compareceram para as doses no prazo, sem nenhuma infecção registrada. Outro estudo indicou taxa anual de infecção de apenas 0,1%.

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