terça-feira, 18 de agosto de 2026
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Postado emVida e Saúde

SUS leva 1.155 atendimentos especializados a indígenas Pirahã no Amazonas

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SUS leva 1.155 atendimentos especializados a indígenas Pirahã no Amazonas
SUS leva 1.155 atendimentos especializados a indígenas Pirahã no Amazonas

O Sistema Único de Saúde (SUS) realiza, entre os dias 9 e 16 de agosto, uma expedição para levar consultas médicas, exames e procedimentos ao povo indígena Pirahã, no sul do Amazonas. A ação prevê 1.155 atendimentos especializados para os 478 indígenas que vivem na região, evitando que precisem se deslocar para centros urbanos.

Durante os oito dias, serão realizadas 210 consultas em oftalmologia, 200 em clínica médica, 130 em pediatria, 60 em saúde da mulher, além de 555 exames, incluindo análises bioquímicas, exames oftalmológicos e ultrassonografias. Os atendimentos são eletivos e visam reduzir a demanda reprimida por serviços especializados.

A ação ocorre no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Porto Velho e integra o programa Agora Tem Especialistas, coordenado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e a Associação Médicos da Floresta (AMDAF). Ao todo, 41 profissionais participam dos trabalhos.

“Esta etapa das expedições amplia uma estratégia que tem levado atendimento especializado a territórios onde o acesso aos serviços de saúde exige planejamento e grande mobilização das equipes. Nosso objetivo é garantir que os povos indígenas recebam consultas, exames e procedimentos diretamente em suas comunidades, fortalecendo o acesso ao SUS de forma adequada às realidades de cada território”, afirma a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé.

A população Pirahã está distribuída em cinco aldeias e duas roças. Os atendimentos ocorrerão prioritariamente nas aldeias Forquilha Grande e Piquiá, que concentram cerca de 68% dos moradores, além de equipes atuarem em pontos de migração sazonal.

O acesso ao território exige logística complexa: as equipes partem de Porto Velho (RO), seguem até Humaitá (AM) e percorrem cerca de 85 quilômetros pela Rodovia Transamazônica até a Ponte do Maici. A partir daí, o trajeto é fluvial, com cerca de quatro horas de navegação pelo rio Maici até as aldeias.

A iniciativa dá continuidade à expedição realizada em julho na Terra Indígena Andirá-Marau, em Maués (AM), que resultou em 1.326 consultas, 2.850 exames e procedimentos, 198 cirurgias e cerca de 300 óculos entregues. A ação segue a Portaria Conjunta nº 4.094/2018, que orienta o respeito à organização social e autonomia dos povos indígenas, priorizando intervenções no próprio território.

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