A Prefeitura de Rio Branco, através da Secretaria Municipal de Saúde, intensificou as ações de vigilância e prevenção após a confirmação de dois casos de sarampo em pacientes que residem no Peru e foram atendidos na capital acreana. Os casos foram confirmados pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), que está conduzindo a investigação epidemiológica.
Os pacientes, uma criança de 11 meses e uma mulher de 30 anos, são moradores de Puerto Maldonado, no Peru, e passaram pelos municípios de Assis Brasil e Brasileia antes de chegarem a Rio Branco.
Atualmente, os casos são tratados como importados, já que os pacientes são originários do Peru. A investigação está em andamento para identificar contatos e possíveis locais de exposição, além de verificar a ocorrência de transmissão secundária.
Até o momento, não há evidências de transmissão sustentada do vírus do sarampo em Rio Branco. A Vigilância Epidemiológica Municipal permanece em alerta e monitora a situação em colaboração com outras autoridades de saúde.
Com a confirmação dos casos, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou a orientação sobre a importância da vacinação, que é a principal medida de prevenção contra o sarampo. A população é incentivada a verificar a caderneta de vacinação, especialmente de crianças e adolescentes, e a procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para atualização, se necessário.
Rio Branco apresenta uma cobertura vacinal de 98,69% contra o sarampo, um índice que demonstra o sucesso das ações de imunização realizadas pela rede municipal de saúde.
A Secretaria também orienta os profissionais de saúde a manterem vigilância sobre sintomas compatíveis com sarampo. As pessoas que tiveram contato com os casos confirmados estão sendo acompanhadas e, se necessário, receberam a vacina contra o sarampo.
O sarampo é uma doença viral altamente transmissível, com sintomas como febre e manchas vermelhas pelo corpo. Em caso de sintomas, a orientação é procurar um serviço de saúde. Pessoas com suspeita da doença devem evitar locais coletivos até receberem orientação de um profissional de saúde.
As equipes municipais continuam mobilizadas para monitorar possíveis casos suspeitos e apoiar as medidas de vigilância epidemiológica.