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sábado, 04 de julho de 2026
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Doença falciforme: entenda seus sintomas e a importância do diagnóstico precoce

Doença falciforme: entenda seus sintomas e a importância do diagnóstico precoce
Doença falciforme: entenda seus sintomas e a importância do diagnóstico precoce

A doença falciforme, uma condição genética e hereditária, vai além da anemia, afetando até 100 mil brasileiros, conforme estimativas do Ministério da Saúde. A hematologista Marimília Pita, em entrevista à Agência Brasil, esclarece que “todo doente falciforme é anêmico”, mas a doença é sistêmica e impacta todos os órgãos.

No Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, celebrado em 19 de junho, Pita destaca a importância de reduzir o preconceito e melhorar o acesso ao diagnóstico e tratamento. O primeiro sintoma geralmente identificado é a anemia, causada pela alteração nas hemácias, que assumem uma forma alongada, semelhante a uma foice.

Essas células não duram tanto quanto as normais, quebrando-se rapidamente e causando obstruções nos vasos sanguíneos. Isso pode resultar em “microinfartos” em órgãos e membros, levando a complicações como cardiopatias e pneumopatias.

O diagnóstico precoce é crucial e pode ser realizado através do Teste do Pezinho, que identifica a doença em recém-nascidos. O tratamento, embora não cure a doença, pode atenuar os sintomas e, em alguns casos, o transplante de medula pode ser uma opção.

Além da anemia, crises de dor intensa são comuns, resultantes da obstrução dos vasos sanguíneos. Essas crises podem ser tão severas que exigem internação em unidades de terapia intensiva. A hematologista ressalta que a falta de preparo de alguns profissionais de saúde para lidar com a dor aguda é um desafio enfrentado pelos pacientes.

Marimília também aponta o racismo estrutural como um fator que agrava a situação dos pacientes, que são frequentemente de baixa renda e pertencem à população negra. A doença, no entanto, não é exclusiva de um grupo étnico e pode afetar pessoas em todo o mundo.

Histórias de pacientes, como a de Nilceia Alves, que descobriu a condição de seu filho após várias consultas, e Lucas Henrique, que vive com a doença desde o nascimento, ilustram os desafios enfrentados e a importância do apoio familiar e da conscientização sobre a condição.

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