O Ministério Público do Acre (MPAC) conseguiu a condenação de um réu por tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira, em Porto Acre. O crime ocorreu em agosto de 2024, na Vila Caquetá.
No julgamento realizado pelo Tribunal do Júri, o réu foi sentenciado a 12 anos de reclusão em regime fechado. A denúncia foi apresentada pelo promotor Flávio Bussab Della Líbera, enquanto a acusação foi sustentada pela promotora Bianca Bernardes de Moraes.
O Conselho de Sentença acolheu a tese do MPAC, reconhecendo que o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar, com a agravante do motivo torpe. A vítima e o réu mantiveram um relacionamento por cerca de dois anos e, mesmo separados há três anos, ele ainda residia na casa dela com autorização.
No dia do crime, a vítima pediu que o ex-companheiro deixasse o imóvel, mas ele reagiu de forma violenta, atacando-a com uma arma branca. O feminicídio não foi consumado graças ao socorro recebido, e o crime ocorreu na presença da neta de sete anos da vítima.