A Câmara Criminal do Acre decidiu aumentar a pena de uma mulher de Brasiléia, condenada por integrar uma facção criminosa. A nova penalidade é de 12 anos, 11 meses e 5 dias de reclusão, além de 415 dias-multa, conforme publicado no Diário da Justiça.
A mulher foi presa em flagrante em novembro de 2022, durante um confronto entre grupos rivais. A ação policial resultou em um novo tiroteio, que incluiu o lançamento de uma granada que não explodiu. O incidente gerou ampla cobertura da mídia, especialmente pela morte de um dos envolvidos na perseguição policial.
No recurso, a defesa solicitou uma revisão da pena, argumentando sobre a falta de provas que indicassem a liderança da ré. No entanto, o colegiado rejeitou o pedido e atendeu ao Ministério Público, que pedia o agravamento da pena.
O relator do caso, desembargador Francisco Djalma, destacou que as evidências coletadas do celular da ré confirmaram sua participação nas atividades criminosas, incluindo a ocultação de armas e o planejamento de homicídios e assaltos. Os dados mostraram que ela tinha um papel de destaque na facção, devido ao seu relacionamento com um líder extraditado para a Bolívia em 2023.