A 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) começou nesta quinta-feira (23) com a programação do Sesc, que ocupa três espaços na cidade: Sesc Santa Rita, Casa Sesc e Casa Edições Sesc. O primeiro dia reúne escritores, artistas, jornalistas e pesquisadores em debates, palestras e performances que celebram a literatura e seus diálogos com a contemporaneidade.
Um dos destaques é a homenagem aos 70 anos de “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa. Às 11h, no Sesc Santa Rita, o escritor Itamar Vieira Junior, autor de “Torto Arado”, conduz uma conferência sobre a atualidade e a potência literária da obra-prima rosiana, abordando temas como memória, território e identidade.
Às 15h, Fausto Fawcett apresenta a palestra-performance “Electro-xamanismo e o algoritmo do pacto nos 70 anos do Grande Sertão: Veredas”, que explora a obra por meio de literatura, som e imagem. Já às 17h30, o violeiro Paulo Freire apresenta o espetáculo “Viola, Rosa e Sertão”, inspirado em sua vivência no sertão do Urucuia, com músicas do interior do Brasil e cocos de viola.
Encerrando as atividades no Sesc Santa Rita, às 19h30, a escritora Tati Bernardi comanda um talk show literário com a atriz Bruna Lombardi, que fala sobre os bastidores da leitura e da escrita. Bruna, que interpretou Diadorim na minissérie “Grande Sertão: Veredas” (1985), terá seu livro “Diário do grande sertão” reeditado em comemoração aos 70 anos da obra.
Na Casa Sesc, a programação inclui entrevista de Angu de Grilo com o escritor Muniz Sodré, às 18h, e performance poética de Arnaldo Antunes, às 20h. O espaço também recebe debates sobre direito à leitura, mediação literária e trânsitos entre artes e ciência, além de intervenções poéticas pelas ruas de Paraty.
Na Casa Edições Sesc, o fotógrafo Bob Wolfenson conversa com o arquiteto Guilherme Wisnik sobre o livro “Sub/Emerso”, que reúne imagens ressignificadas após uma enchente. Às 17h, Januária Cristina Alves e Paula Miraglia debatem educação midiática e enfrentamento à desinformação, com mediação de Petria Chaves. Fechando o dia, Jamil Chade e Alexandre Moreli discutem deslocamentos políticos e históricos, abordando democracia, hegemonia internacional e crise climática.
