terça-feira, 18 de agosto de 2026
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TSE destaca segurança e auditabilidade na totalização de votos

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TSE destaca segurança e auditabilidade na totalização de votos
TSE destaca segurança e auditabilidade na totalização de votos

Com as eleições de 2026 se aproximando, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enfatiza a segurança e a fiscalização do sistema eletrônico de votação. Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, afirmou que o processo de votação e a totalização dos resultados são estruturados de forma descentralizada e pública, permitindo a verificação dos dados em cada seção eleitoral.

Valente explicou que a apuração dos votos começa na própria seção eleitoral, onde, ao final da votação, a urna eletrônica registra e imprime o boletim de urna com os votos recebidos. Uma cópia é afixada no local de votação, e os dados também são conferidos posteriormente na divulgação oficial da Justiça Eleitoral.

Os arquivos com os resultados são retirados da urna e transmitidos por canais criptografados, passando por verificações para garantir que foram gerados pela urna correta e possuem a assinatura digital correspondente. “Não é só receber e somar. Tudo é verificado”, destacou Valente.

O secretário ressaltou que partidos, candidatos e instituições fiscalizadoras podem acompanhar as diversas etapas do processo, com dezenas de oportunidades de fiscalização e auditoria disponíveis. A biometria também é uma camada de segurança, garantindo que apenas eleitores identificados possam votar.

Valente afirmou que questionamentos sobre os resultados podem ser apresentados à Justiça Eleitoral, e que as urnas e registros digitais permanecem preservados para auditorias. Ele lembrou que a proposta de voto impresso foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e citou problemas técnicos enfrentados em experiências anteriores.

O secretário defendeu a importância da participação de partidos e instituições na fiscalização para fortalecer a confiança no processo eleitoral, afirmando que “o processo eleitoral brasileiro é um dos mais seguros, modernos e auditáveis do mundo”. Ele também ressaltou que não há registro de fraude comprovada no sistema eletrônico de votação desde sua implantação em 1996, contrastando com o antigo sistema de cédulas de papel, que apresentava casos documentados de fraudes.

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