Uma visita técnica realizada nesta terça-feira, 20, pelas equipes do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) teve como objetivo fortalecer as ações do programa Emprega Lab, que visa promover a ressocialização de reeducandos por meio de trabalho remunerado e produção econômica sustentável.
Uma reeducanda da Unidade Prisional Feminina de Rio Branco expressou a importância dessa iniciativa: “Isso aqui significa tudo, porque, apesar de estar nesse lugar, estou aprendendo e fazendo alguma coisa. A gente pode ter cometido coisas no passado, mas para tudo tem um começo e nosso começo pode ser isso, é uma nova forma de começar uma nova vida”.
A equipe do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), juntamente com representantes da Secretaria Nacional de Políticas Penais e do Instituto de Administração Penitenciária do Estado do Acre (Iapen/AC), visitou oficinas de marcenaria, costura e uma fazendinha com hortaliças no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde.
O objetivo da visita foi identificar oportunidades de melhorias para que os ambientes penais no Acre possam gerar trabalho remunerado e contribuir para a reintegração social dos reeducandos. A juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Solange Reimberg, destacou a importância do diálogo para fortalecer essas iniciativas: “Estamos no Acre vivenciando essas experiências maravilhosas, que é para potencializar o nosso território”.
O juiz Robson Aleixo, coordenador do GMF/TJAC, ressaltou que a visita também visa fortalecer as ações do Emprega Lab: “Estamos conhecendo as atividades relacionadas à empregabilidade e os desafios enfrentados para avançar na ressocialização”.
Um reeducando de 56 anos, que aprendeu marcenaria na infância, mencionou a importância do trabalho: “Para mim representa tudo, porque aqui posso fazer o que gosto, o que eu amo”. Atualmente, os reeducandos produzem armários, mapas do Acre em marchetaria e violões, sendo este último o primeiro projeto de luthieria no sistema prisional do Brasil.
A diretora da Unidade Prisional Feminina, Jamilia Souza, enfatizou a importância de transformar os espaços de cumprimento de pena em locais de educação e trabalho: “Meu trabalho não é tão somente de carceragem, mas sim de ressocializar”.