domingo, 01 de novembro de 2026
Postado emAcre, Vida e Saúde

Missão Pena Justa discute gestão prisional e empregabilidade no Acre

Missão Pena Justa discute gestão prisional e empregabilidade no Acre
Missão Pena Justa discute gestão prisional e empregabilidade no Acre
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O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou, na tarde desta terça-feira, 20, dois encontros para discutir a gestão prisional e a empregabilidade de pessoas em situação de cárcere e egressas, encerrando a programação da Missão Pena Justa no estado. As reuniões ocorreram na Escola do Poder Judiciário (Esjud), em Rio Branco, e foram parte das ações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

Uma das reuniões abordou a implementação da Central de Regulação de Vagas (CRV), que deve entrar em operação nos próximos meses para ajudar a combater a superlotação das penitenciárias no Acre. A diretora de Cidadania e Alternativas Penais, Mayesse Parizi, e a juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Andréa Brito, explicaram os aspectos operacionais e as regras de governança da CRV.

As autoridades destacaram que a CRV representa uma mudança na política penal brasileira, permitindo um controle mais eficiente do ingresso no sistema prisional e promovendo políticas de alternativas penais e reintegração social.

Em paralelo, a Câmara Temática de Trabalho se reuniu para discutir o Emprega Lab, com o objetivo de ampliar as oportunidades de trabalho e qualificação profissional para pessoas privadas de liberdade. A juíza auxiliar da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Izabella Ramos, e o procurador do Trabalho Heiler Ivens lideraram as discussões.

Os participantes também visitaram a unidade prisional feminina de Rio Branco, onde conheceram iniciativas de inclusão sociolaboral e o projeto Sons da Liberdade, que oferece formação em luteria. As visitas e debates ajudaram a identificar desafios e oportunidades para melhorar o acesso ao trabalho.

O Plano Estadual Pena Justa, parte da estratégia nacional coordenada pelo CNJ e pelo Ministério da Justiça, visa enfrentar problemas estruturais do sistema prisional e promover a reintegração social, com foco em direitos fundamentais e redução da superlotação.

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