Bruno Mesquita Feliciano, de 25 anos, formado em Direito, inicia sua primeira experiência de trabalho presencial no Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), destacando a importância da inclusão no mercado de trabalho.
Desde o nascimento, Bruno é cego e enfrentou diversos desafios, como a falta de preparo das escolas e o bullying. Ele aprendeu braille ainda na infância e sempre teve o desejo de seguir a carreira jurídica, o que se concretizou com sua graduação e especializações.
Após dificuldades para encontrar um emprego presencial na área do Direito, Bruno trabalhou como autônomo em home office, prestando consultoria em licenciamento ambiental. No entanto, ele enfrentou preconceitos relacionados à sua deficiência visual, que dificultaram sua inserção no mercado.
Recentemente, Bruno conquistou um estágio na 1ª Câmara Cível da Comarca de Cruzeiro do Sul, onde encontrou um ambiente acolhedor. Em seu primeiro dia, foi recebido pelo presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, que lhe deu boas-vindas.
Bruno pretende aproveitar a oportunidade para aprender sobre os trâmites processuais e planeja prestar o Exame da Ordem para atuar na advocacia, além de sonhar em passar em um concurso público para o Ministério Público.
Atualmente, o TJAC conta com 43 pessoas com algum tipo de deficiência, demonstrando que a inclusão vai além da presença, mas envolve condições adequadas para o desenvolvimento profissional.
