O Brasil deve registrar a maior expansão entre os 15 principais mercados globais de viagens corporativas em 2026, com crescimento estimado em 13,8%. A projeção faz parte do relatório “2026 Business Travel Index (BTI)”, divulgado pela Global Business Travel Association (GBTA) durante a GBTA Convention, em Chicago, nos Estados Unidos.
Segundo o levantamento, os gastos com turismo de negócios no país devem alcançar US$ 35,8 bilhões até o final do ano, mantendo o Brasil na décima posição global em volume absoluto de investimentos no setor. O desempenho ocorre em um cenário de alta mundial, com gastos projetados em US$ 1,71 trilhão, um aumento de 7,2% em relação ao ano anterior.
O presidente da Embratur, Bruno Reis, destacou a importância do segmento para a economia nacional. “Globalmente, o gasto médio diário por viagem de negócios atingiu US$ 875. Segundo esse levantamento, a hospedagem e o transporte aéreo representam, juntos, 52% das despesas totais do viajante. Isso mostra que o país possui infraestrutura para atender à demanda de um viajante corporativo”, afirmou.
O relatório também aponta que fatores como a alta no setor de energia e a estabilidade regional favorecem o cenário positivo nas Américas, com impactos diretos no ambiente de negócios do Brasil e da América Latina. As empresas estão direcionando as viagens para atividades estratégicas, exigindo mais serviços e infraestrutura de conectividade.
Os dados da GBTA acompanham as estatísticas de entrada de divisas pelo turismo internacional no Brasil. No primeiro semestre de 2026, as receitas com visitantes estrangeiros somaram US$ 5,6 bilhões, alta de 12,14% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado, o país recebeu 5.261.733 turistas internacionais, a segunda melhor marca para o intervalo.
