sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Indígena de 19 anos obtém registro de nascimento tardio durante mutirão no Acre

Indígena de 19 anos obtém registro de nascimento tardio durante mutirão no Acre
Indígena de 19 anos obtém registro de nascimento tardio durante mutirão no Acre
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O jovem indígena Manoel Biló, de 19 anos, da etnia Kaxinawa, finalmente conseguiu seu registro de nascimento tardio durante o mutirão PopRuaJud, realizado em Tarauacá, no Acre. A sentença foi proferida nesta terça-feira, 25, e o cartório será oficialmente comunicado para emitir a certidão.

Manoel, que nasceu em 2007, vivia sem registro civil e enfrentava dificuldades para acessar serviços básicos, especialmente educação e saúde. Seu único documento era uma Certidão de Batismo. Acompanhado do pai, Elemar Biló Kaxinawa, ele procurou a Defensoria Pública, que, em parceria com o Ministério Público, ajuizou uma ação na Comarca de Tarauacá.

O juiz Ricardo Cavalli realizou uma audiência na Escola Municipal Maria Aucilene Calixto, onde ouviu Manoel e seu pai, analisou a documentação e constatou a ausência do registro. “Realizamos a audiência, ouvimos o jovem Manoel e seu pai, o senhor Elemar, analisamos a documentação apresentada e constatamos que, de fato, não havia registro de nascimento desde 2007, ano em que ele nasceu. Conseguimos proferir a sentença determinando a expedição do registro de nascimento”, afirmou o juiz.

A história de Manoel é marcada por desafios. Ele perdeu a mãe aos quatro anos e viveu em uma comunidade indígena no Jordão antes de se mudar para Tarauacá. A falta de documentação sempre foi uma barreira para estudar. “Nunca conseguiu estudar, pois sem a certidão de nascimento não aceitavam nas escolas. Agora as coisas devem melhorar. O juiz disse que daqui a algumas semanas já podemos pegar a certidão no cartório. Estamos muito felizes”, contou o pai.

Com a certidão em mãos, Manoel espera realizar o sonho de estudar. Quando questionado sobre o que pretende fazer, respondeu: “Agora quero estudar.” O PopRuaJud, que ocorreu entre os dias 24 e 25, reuniu instituições do sistema de Justiça e órgãos públicos para ampliar o acesso a serviços para pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo comunidades indígenas.

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