A Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu uma reunião com representantes das prefeituras de Feijó, Jordão e Tarauacá para discutir a adesão ao programa Família Acolhedora, que visa ampliar o acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
O encontro, realizado por videoconferência na última terça-feira, 25, abordou a necessidade de implantar o serviço de família acolhedora nas três cidades. Atualmente, apenas Tarauacá possui uma unidade de acolhimento, o que sobrecarrega sua estrutura ao receber crianças e adolescentes de Feijó e Jordão.
Como solução, o Poder Judiciário propôs a criação de um consórcio intermunicipal, permitindo o compartilhamento de equipes técnicas e custos de implantação e manutenção do serviço. A juíza Caroline Lagos, da Vara Cível de Feijó, sugeriu essa abordagem, que já é utilizada por municípios do Alto Acre.
A Coinj também recomendou a implementação do programa Família Acolhedora como uma alternativa ao acolhimento institucional, permitindo que famílias capacitadas acolham crianças afastadas do convívio familiar, com acompanhamento técnico e suporte financeiro.
Ao final da reunião, as prefeituras concordaram em avançar na implantação regionalizada do serviço, mantendo a unidade de Tarauacá como referência até que a estrutura esteja completa. A Coinj se comprometeu a oferecer suporte técnico e capacitação para os servidores envolvidos.
A coordenadora da Coinj, desembargadora Regina Ferrari, ressaltou a importância do encontro para definir estratégias de acolhimento na região, destacando o compromisso do Poder Judiciário com a proteção da infância e adolescência.