sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Postado emAcre, Vida e Saúde

Desafios da Violência Doméstica Persistem 20 Anos Após Lei Maria da Penha

Desafios da Violência Doméstica Persistem 20 Anos Após Lei Maria da Penha
Desafios da Violência Doméstica Persistem 20 Anos Após Lei Maria da Penha
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Hannah, vítima de violência doméstica e familiar, ainda enfrenta desafios após a separação de seu ex-parceiro, que continua a ameaçá-la. Ela relata: ‘Se você quiser sujar minha imagem, pela minha liberdade, fique à vontade’. A situação dela evidencia a necessidade de avanços nas políticas públicas para combater a violência contra mulheres, mesmo após 20 anos da Lei Maria da Penha.

A norma, que abrange punição, prevenção e acolhimento, ainda enfrenta desafios, pois a violência não cessa com a denúncia. Além dos traumas, crimes como stalking podem se prolongar por anos, com um aumento de 30,1% em registros desse crime em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Hannah, que se separou em 2018, enfrenta uma batalha judicial contínua, e seus filhos também sofrem com a situação. ‘Ninguém da equipe multidisciplinar quer pegar meu processo. É o caos’, desabafa. A violência vicária, que atinge filhos para causar sofrimento à mãe, foi recentemente incluída na legislação.

Estudos apontam que a alienação parental é uma nova forma de violência de gênero, usada por ex-parceiros para silenciar mulheres que denunciam abusos. Hannah relata que, após uma decisão judicial, o pai de seus filhos conseguiu acesso a eles, o que a deixou desesperada.

A violência doméstica é complexa e não se limita a agressões físicas. Hannah, que começou a perceber os abusos durante o relacionamento, destaca a dificuldade de romper com esses ciclos, especialmente quando não há marcas visíveis. Ela enfrentou dependência financeira e emocional e sentiu o peso do julgamento social.

Apesar dos desafios, Hannah conseguiu romper o ciclo de violência, passou em um concurso público e hoje se dedica a estudos sobre inclusão de pessoas com deficiência. O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) busca implementar soluções para proteger as vítimas e interromper os crimes, através de grupos reflexivos e outras iniciativas.

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