terça-feira, 18 de agosto de 2026
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Desembargador relembra plebiscito de Rodrigues Alves em roda de conversa com pioneiros

Desembargador relembra plebiscito de Rodrigues Alves em roda de conversa com pioneiros
Desembargador relembra plebiscito de Rodrigues Alves em roda de conversa com pioneiros
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O desembargador Samuel Evangelista, coordenador do Projeto Cidadão do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), participou de uma roda de conversa com moradores pioneiros de Rodrigues Alves, no último dia 31 de julho. O encontro, promovido pelo TJAC, celebrou a história do município, que completou 34 anos de emancipação política em 28 de julho.

Durante a conversa, o desembargador compartilhou lembranças de sua atuação no plebiscito de 1991, que consultou a população sobre a criação do município. Na época, ele era promotor eleitoral. “São histórias que fazem parte da nossa vida e da construção deste município. Rever essas pessoas, ouvir suas lembranças e perceber que a memória continua viva é algo muito gratificante”, destacou.

O prefeito Salatiel Magalhães ressaltou a importância dos pioneiros. “São os pioneiros da nossa cidade. Foram eles que ajudaram a construir Rodrigues Alves e continuam preservando essa história. São pessoas lúcidas, que guardam lembranças preciosas desses 34 anos de emancipação. O desembargador Samuel também é uma figura muito importante para nós. Ele faz parte dessa trajetória”, afirmou.

Um dos relatos mais marcantes foi o de Francisco Alves, que cedeu a sala de sua casa para o funcionamento do primeiro cartório da vila. “O doutor Heitor falou comigo que tinha conseguido um trabalho para a Antônia, nos serviços de cartório, mas não tinha onde ela morar. Perguntou se ela poderia ficar na minha casa. Eu aceitei. Ela morou lá por quatro anos e o atendimento do cartório funcionava na sala da minha casa”, relembrou.

O desembargador também recordou sua trajetória no Vale do Juruá, quando foi designado para atuar temporariamente em Cruzeiro do Sul, em 1987. “Era para passar apenas uma semana. Acabei ficando dez anos”, contou. Ao final, ele concluiu: “São histórias marcantes, contadas por pessoas que fizeram parte da construção deste município. Valorizar essa memória é preservar a identidade de Rodrigues Alves para as futuras gerações”.

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