Um gesto de acolhimento da juíza Mirella Ribeiro, que celebrou a união de um casal dentro de um hospital no interior do Acre após a noiva passar mal, viralizou nas redes sociais. O caso, ocorrido durante um casamento coletivo, ganhou repercussão nacional e chamou a atenção para a atuação humanizada do Judiciário.
Nesta terça-feira, 11 de agosto, Dia da Magistrada e do Magistrado, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) homenageia seus 86 juízes e juízas, incluindo desembargadores. Em reportagem especial, quatro magistrados compartilham suas trajetórias e o significado de fazer justiça no estado.
A juíza Mirella Ribeiro, titular da Comarca de Rodrigues Alves, contou que não imaginava a repercussão do vídeo. “Jamais pensei que fosse rodar o Brasil. Jamais. Não passou pela minha cabeça”, disse. Para ela, o momento representou mais que uma formalidade: “Não foi só realizar um casamento. Foi um acolhimento”.
O juiz Robson Shelton, natural de Brasileia, retornou à cidade de origem para atuar como magistrado, realizando um sonho. Ele destaca a importância de uma Justiça próxima da população: “Além dessa questão de retornar à minha origem, de estar naquele local, me deu um sentimento de realização”.
O juiz aposentado Afonso Braña, com quase 30 anos de carreira, ressalta a diferença entre julgar e fazer justiça: “Tem que ir mais além, saber quem é aquela pessoa, o contexto em que ela está inserida, quem depende dela”. Já a juíza aposentada Ana Paula Saboya defende a fraternidade e a oportunidade de ressocialização para aqueles que cumpriram pena.
O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, fala sobre os desafios do futuro: “Esse juiz do futuro terá que ser um profissional muito mais preparado ainda do que ele é hoje”. A instituição investe em infraestrutura e gestão de pessoas para acompanhar as mudanças da sociedade.
